quarta-feira, 29 de junho de 2011

Norte

Quando os céus caírem
Eu vou querer estar lá
Sem esconderijos ou túneis
Sem flores ou armas

Enquanto durmo
Eu sonho que só
Não posso ser
No universo infinito

Quando eu não for mais eu
Mas for como sou
O sentido do ser
Será simplesmente sólido

Então eu que me perco
Na busca diária
De onde sou

Eu que me perco
Na pergunta arbitrária
De quem sou

Encontrarei no sol
O céu de onde vim.

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